Defensoria Pública sugere que Governo de PE faça acordo com a Bahia para tratar bebê com púrpura fulminante

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Foto: Reprodução / TV Jornal

Através de um empréstimo feito junto à Secretaria de Saúde da Bahia, o recém nascido Matheus Henrique, internado em uma UTI pediátrica de um hospital particular do Recife, já está sendo medicado. O menino de um ano e três meses é portador de uma doença rara que não tem cura e depende de um medicamento, em falta no estoque da farmácia do Estado, produzido na Alemanha para se manter vivo. A púrpura fulminante do recém nascido é a ausência de proteína C no organismo e causa uma anomalia no sangue que pode gerar necrose de partes do corpo. No caso de Matheus, as complicações já causaram a perda da visão e do pé esquerdo.

Cansados de esperar, os pais acionaram a Defensoria Pública do Estado que encontrou uma alternativa para salvar o garoto. A defensora Natália Brandi, explicou que através da mãe de Matheus, a senhora Gerlainy Lacerda, foi descoberto o caso de um garoto da Bahia que tem a mesma doença e o Estado não deixa o medicamento faltar. Então, foi sugerido à Secretaria de Saúde que procurasse a possibilidade de uma permuta de algumas ampolas, de forma urgente, para que a criança pudesse suportar a espera da compra do medicamento pelo Governo de Pernambuco.

A criança já está sendo medicada. No entanto as 30 ampolas são suficientes para 7 dias de tratamento e a falta pode causar uma resistência ao remédio, o Ceprotin. Em duas oportunidades, o tratamento teve que ser interrompido pela falta das ampolas. O valor de cada unidade é R$ 3.900. Gerlaini Lacerda, mãe do paciente, se mostra preocupada com a incerteza.

De acordo com o governo, o pedido foi feito e o valor referente ao pagamento foi depositado. Sobre a falta do medicamento, a Secretaria de Saúde informou que o aumento na dosagem contribuiu para que Ceprotin acabasse antes do tempo. Geovana Ferreira, gerente geral de assuntos jurídicos da Secretaria Estadual de Saúde, revelou que uma nova interrupção pode ocorrer. Em nota, a empresa que faz a exportação do remédio para o Brasil, o fabricante do medicamento e a Anvisa informaram que ainda não receberam as solicitações do Governo do Estado.

O repórter Rafael Carneiro traz detalhes do caso:

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